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15 de junho de 2009 No palco principal, a delegada titular da Delegacia do Idoso, Catarina Noble, e a Secretária Cristiane Brasil fizeram pequenas palestras sobre o tema. “Parece coisa do passado, mas, infelizmente, a violência, em seus mais variados tipos, ainda se faz muito presente nas ruas e, pasmem, nos lares dos idosos”, afirmou Cristiane. Ao longo da manhã, oito esquetes teatrais foram apresentadas, todas tratando de situações de violência tipicamente sofridas pela população da terceira idade. Além disso, atores foram caracterizados e amarrados aos postes da praça, simulando cenas de violência doméstica. Para a Secretária Cristiane Brasil, eventos como este são de extrema importância, pois, além de educativos, chamam a atenção da população em geral, mas também dos governantes e da mídia. “A violência passa, também pela falta de educação, quando pensamos, por exemplo, nos motoristas que estacionam nas calçadas, limitando o espaço do pedestre, ou nos funcionários de empresas de ônibus que dificultam o uso do transporte gratuito para os idosos”, explicou. Segundo a Secretária, a violência a que os idosos são submetidos nas ruas precisa ser combatida com mais vigor, mas a é a violência doméstica, muitas vezes velada, que precisa ser conhecida e discutida com mais clareza. “Temos que enfatizar este lado oculto da violência contra idosos, que infelizmente, ainda acontece em muitos lares do Rio. Jogar luz sobre essas atrocidades e discuti-las de forma aberta é o único caminho para buscar soluções”, argumentou. Cristiane expôs ainda que é preciso estimular as pessoas a denunciar a violência. “O medo de tomar esta atitude, muitas vezes, mascara uma realidade de dor e sofrimento. Nossos idosos não têm que passar por isso”, concluiu. |
