21 de setembro de 2008
Prevenir sempre, remediar jamais

Uma preocupação a mais sobre o processo de envelhecimento da população brasileira ganhou destaque na última pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os dados revelaram que, apesar de a expectativa de vida ter saltado de 62 anos para 72 anos, em pouco mais de duas décadas, o brasileiro passa até 13 anos de sua vida com problemas de saúde.

Segundo o estudo, "são vários obstáculos relacionados a doenças, sobretudo as crônicas, que evoluem lentamente, fazendo com que a expectativa de vida saudável seja inferior à expectativa de vida total".Ou seja, a população está vivendo mais, sim, mas, doente.

A verdade é que esta situação impõe novos desafios à sociedade, pois implica em mais gastos com saúde e previdência social, com conseqüências inclusive na capacidade de desenvolvimento do país, pois reduz a produtividade da população, justamente no período da vida em que ainda pode render economicamente ao país.

Tudo isso poderia ser evitado se o país desenvolvesse políticas públicas de prevenção, pois o fenômeno do envelhecimento populacional do Brasil não é novo e poderia ter sido acompanhado com mais responsabilidade pelo Poder Público, que não soube preparar suas instituições para esta realidade. Investir em educação e em saúde, com controle de diagnósticos e de doenças crônicas, são atitudes fundamentais para revertermos o atual quadro.

Enquanto isso, promover a longevidade saudável é obrigação de todos nós, principalmente desenvolvendo atividades profiláticas enquanto jovens, pois continuar negligenciando o envelhecimento populacional é pôr em risco o futuro do Brasil como nação.