Minha posição sobre modulação hormonal
Independente das posições favoráveis ou não sobre o uso da modulação hormonal como forma de prevenção a problemas de saúde, me deixou perplexa a parcialidade com que o tema foi retratado em matéria do programa Fantástico, no domingo, 19/11, na rede Globo na qual fui uma das entrevistadas.
Avalio que ali faltou justamente a isenção que sempre deve pautar a ação de imprensa, principalmente quando o tema é sobre um tratamento de saúde em que não há, de fato, nenhuma restrição comprovada cientificamente.
Apesar da matéria não ter restringido minha posição sobre a questão, a edição feita pela direção do Fantástico me pareceu tendenciosa ao tomar posição contrária a uma pequena parte do tratamento – que é o uso injetável do hormônio do crescimento (GH) -, enfatizando como verdade absoluta "possíveis efeitos colaterais maléficos à saúde". Ressalte-se que esses possíveis efeitos adversos somente surgem com o uso de doses muito acima do normal, como em qualquer outro tratamento medicamentoso.
Posição esta – repito – baseada apenas em opiniões de pessoas que questionam essa parte do tratamento, porém sem o devido conhecimento técnico/científico. Foi gritante a comparação de todo um tratamento responsável, subscrito por um médico, com o caso de um praticante de musculação, que usa, por sua conta e risco, o hormônio do crescimento como uma espécie de esteróide anabolizante.
De qualquer forma, desejo ressaltar que responsavelmente me submeto ao tratamento que busca o equilíbrio hormonal por considerá-lo seguro o suficiente para manter-me saudável, física e mentalmente, por muitos e muitos anos. Dedico minha vida pública aos idosos, ao envelhecimento com qualidade de vida, e por isso procuro ser um exemplo vivo para as gerações futuras e para os que já chegaram aos 60 anos.
Não bebo, não fumo, me alimento criteriosamente, faço exercícios com regularidade, além do tratamento que visa a longevidade saudável. Porém, sei que como em toda a terapia, existem os que são pró e contra. Dessa forma, tal debate é fundamental para que as pessoas tenham o conhecimento exato das diversas opiniões, para que só então, baseadas em suas próprias convicções, julguem e tirem suas conclusões.
O que não posso admitir é que a isenção dê lugar à parcialidade, principalmente quando determinadas restrições podem ser classificadas como especulações baseadas na desinformação.
Cristiane Brasil
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